Caso Master: família do dono do banco entra na mira da investigação

  • 14/01/2026
Caso Master: PF faz nova operação em endereços de Vorcaro e da família dele Polícia Federal deflagrou nesta quarta-feira (14) uma nova fase das investigações sobre as fraudes no Banco Master. Os agentes fizeram buscas em endereços da família de Daniel Vorcaro. E apreenderam o celular do empresário Nelson Tanure. A Polícia Federal apreendeu carros importados, relógios e dinheiro vivo. Cerca de R$ 100 mil estavam na casa de Daniel Vorcado, dono do Master, em São Paulo, onde o banqueiro cumpre prisão domiciliar. Em novembro, ele foi preso na primeira etapa da operação no aeroporto de Guarulhos, quando embarcava num jatinho para sair do país. Depois de 12 dias, ele foi solto usando tornozeleira eletrônica. Nesta quarta-feira (14), a PF cumpriu 42 mandados judiciais em endereços de empresas e de pessoas ligadas a Daniel Vorcaro, em cinco estados. Em São Paulo, os policiais fizeram buscas numa empresa de investimentos na Avenida Faria Lima, um dos principais centros financeiros do país. Durante as buscas em um endereço em Minas Gerais, os policiais encontraram e aprenderam um arsenal, incluindo um fuzil, uma metralhadora e uma carabina. Também foram alvos da operação parentes do banqueiro como: o pai, Henrique; do ramo imobiliário, a irmã Natália; empresária e pastora evangélica e o cunhado, Fabiano Campos Zettel. Fabiano é fundador de uma gestora de investimentos e pastor evangélico. Ele foi preso no aeroporto de Guarulhos, em São Paulo, quando embarcava para Dubai. Zettel entregou o passaporte e foi liberado com a condição de não sair do país até o fim das investigações. O celular dele foi apreendido. Outro alvo, o empresário Nelson Tanure, também foi abordado antes de embarcar em um voo, do Rio de Janeiro para Curitiba. Os policiais apreenderam o celular dele. Tanure é conhecido por investir em empresas com dificuldades financeiras. Ele tem participação em várias dos setores de energia, telecomunicações, tecnologia, saúde, petróleo e construção. Também está entre os investigados João Carlos Mansur, fundador e ex-executivo da Reag Investimentos. Segundo a investigação, a Reag foi parceira do Banco Master na administração de fundos e é suspeita de participação nas fraudes financeiras. Ela já era investigada desde 2025, por indícios de envolvimento com o PCC. Os investigadores suspeitam que Daniel Vorcaro vinha desviando recursos do banco para o patrimônio pessoal dele e de parentes. E afirmam que a operação desta quarta-feira (14) foi para interromper a atividade da organização criminosa e garantir a recuperação de dinheiro e bens. O Supremo Tribunal Federal determinou o bloqueio de R$ 5,7 bilhões. As investigações por suspeitas de fraude financeira bilionária começaram em 2024. Em novembro de 2025, o Banco Central determinou a liquidação do Master. A defesa de Daniel Vorcaro disse que ele tem colaborado com as autoridades e permanece à disposição para prestar quaisquer esclarecimentos. A defesa de Fabiano Campos Zettel afirmou que ele tem atividades empresariais conhecidas e lícitas, sem relação com Banco Master. A defesa de Nelson Tanure declarou que o empresário foi cliente do Master, mas não tem relação societária com o banco. E que as investigações vão demonstrar a inexistência de qualquer prática ilícita. A Reag afirmou que desconhece qualquer menção de autoridades competentes sobre ligação do fundo com o PCC. O Jornal Nacional não conseguiu retorno de João Carlos Mansur e não conseguiu contato com Henrique Vorcaro e Natália Vorcaro.

FONTE: https://g1.globo.com/jornal-nacional/noticia/2026/01/14/caso-master-familia-do-dono-do-banco-entra-na-mira-da-investigacao.ghtml


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