Quadrilha que invadia e vendia terrenos irregulares é presa após movimentar R$ 30 milhões em Vila Velha

  • 29/04/2026
(Foto: Reprodução)
Quadrilha que invadia e vendia terrenos irregulares é presa após movimentar R$ 30 milhões em Vila Velha Divulgação Cinco suspeitos de integrarem uma organização criminosa responsável por invadir e vender ilegalmente terrenos no bairro Pontal das Garças, em Vila Velha, na Grande Vitória, foram presos em uma operação realizada pela Polícia Civil. Segundo as investigações, os crimes aconteceram por anos e resultaram em uma movimentação financeira de mais de R$ 30 milhões. Entre os presos está um policial militar da reserva. 📲 Clique aqui para seguir o canal do g1 ES no WhatsApp Durante a ação, deflagrada em 1º de abril, além das prisões preventivas dos suspeitos, foram cumpridos mandados de busca e apreensão. Entre os itens apreendidos estão seis veículos, documentos, celulares, R$ 29 mil em espécie e uma pistola 9 mm. Até o momento, 15 vítimas foram identificadas e relataram terem sido ameaçadas. Como a quadrilha agia Segundo o Departamento Especializado de Investigações Criminais (Deic) da Polícia Civil, a quadrilha agia vendendo terrenos que já tinham donos para novos compradores. Dessa forma, tanto os proprietários originais quanto os segundos eram lesados pelos criminosos. LEIA TAMBÉM: VILA VELHA: Advogado que estava desaparecido após rave é encontrado morto em mata VÍDEO: Homem ateia fogo na própria moto durante fiscalização da PM e mãe fica ferida ANÁLISE DA PRF: Desnível em asfalto da BR-101 causou morte de jovem em moto na Serra A ocorrência do crime se intensificou durante a pandemia de coronavírus, quando os primeiros donos dos terrenos deixaram de frequentá-los. Conforme o delegado Gabriel Monteiro, chefe do Deic, os proprietários originais dos terrenos eram pessoas de baixa renda que, ao adquirirem as propriedades, não tinham dinheiro o suficiente para registrar as escrituras. Polícia Civil prendeu cinco suspeitos de integrarem uma organização criminosa responsável por invadir e vender ilegalmente terrenos em Vila Velha, no Espírito Santo. Reprodução/TV Gazeta A organização criminosa, então, com a ajuda de uma cooperativa imobiliária, identificava os terrenos vazios, realizava a limpeza deles e os vendia novamente. "Com isso, essa organização criminosa lucrou mais de R$ 30 milhões." PM da reserva fazia ameaças O delegado também destrinchou o papel de cada um dos cinco envolvidos no esquema de fraude. Segundo ele, o PM da reserva era responsável por intimidar os donos originais dos terrenos que não aceitavam a perda da propriedade. O militar teria sido flagrado, inclusive de farda, efetuando disparos na região. "Quando o antigo comprador não aceitava essa intimidação e lutava pelo seu terreno, ele (policial militar da reserva) ia lá e efetuava disparos contra o terreno. Ele chegou a colocar fogo em um barraquinho que tinha em um desses terrenos." A Polícia Militar foi procurada pelo g1, mas não se manifestou até a última atualização da reportagem. Além dessas ações, o delegado disse que um advogado de uma das vítimas também foi alvo da quadrilha. O profissional teria tido seu escritório invadido e atingido por disparos de arma de fogo. A organização criminosa também contava com: o dono da imobiliária que fazia a intermediação e as vendas dos terrenos; o presidente de uma cooperativa, extinta em 2015; um responsável por ocultar o dinheiro; um líder comunitário da região. As investigações mostram que este último integrante repassava informações privilegiadas sobre pessoas que não estavam mais frequentando os terrenos. Já a cooperativa extinta atuava sem autorização, emitindo certidões de quitação ideologicamente falsas para os novos compradores. "Esses novos compradores iam até o cartório e, com isso, registravam e recebiam sua escritura pública." Veículos de quadrilha foram apreendidos pela Polícia Civil do Espírito Santo. Reprodução/Polícia Civil do ES Segundo a Polícia Civil, as investigações não demonstraram nenhuma participação de servidores cartorários. Além disso, os compradores são considerados vítimas, visto que agiam de boa-fé e sem conhecimento sobre a existência de proprietários anteriores dos terrenos. Com a conclusão do inquérito policial, os investigadores conseguiram demonstrar que as escrituras obtidas pelos compradores secundários são ideologicamente falsas - ou seja, os documentos são verdadeiros, mas têm informações falsas. Conforme o delegado Gabriel Monteiro, as investigações continuam e mais vítimas ainda podem buscar a Polícia Civil. Pedreiro foi baleado na região após denúncia No dia 4 de abril deste ano, um pedreiro de 53 anos foi alvo de uma tentativa de homicídio no bairro. Segundo as investigações, a vítima teria realizado uma denúncia contra o esquema de venda ilegal de terrenos na região. O ataque aconteceu em plena luz do dia e testemunhas disseram que o homem, conhecido pelos moradores da região, estava na rua quando foi surpreendido. O atirador passou em um carro preto, efetuou vários disparos e fugiu em seguida. A vítima foi atingida no rosto e no peito. Pedreiro é baleado em Vila Velha Vídeos: tudo sobre o Espírito Santo Veja o plantão de últimas notícias do g1 Espírito Santo

FONTE: https://g1.globo.com/es/espirito-santo/noticia/2026/04/29/quadrilha-que-invadia-e-vendia-terrenos-irregulares-e-presa-apos-movimentar-r-30-milhoes-em-vila-velha.ghtml


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